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Biotecnologia é a área em que o Brasil precisa investir mais recursos em inovação

Rio de Janeiro – No mundo atual, em que o conhecimento é o elemento alavancador de riqueza e demanda uma lógica de produção diferente, com foco no capital humano e na inovação, o Brasil necessita, em primeiro lugar, identificar as áreas em que pode ser mais competitivo, e a biotecnologia é a que apresenta maior pitencial inovador´, de acordo com a avaliação de Marcos Cavalcanti, professor de engenharia de produção da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Cavalcanti destacou a necessidade de o país ter uma estratégia de inovação que contemple esses setores com potencial competitivo. “Hoje, a gente pulveriza os poucos recursos que tem em inovação.

Novas aves da Amazônia

Amazônia, WikipediaRevista Pesquisa FAPESP – Desde a segunda metade do século XIX a ornitologia brasileira não dava uma contribuição tão significativa para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade: 15 novas espécies de aves da Amazônia nacional serão formalmente descritas pela primeira vez numa série de artigos científicos previstos para serem publicados em julho num volume especial do Handbook of the birds of the world, da espanhola Lynx Edicions. Esse tomo fecha uma coleção de 17 livros que, por seu caráter enciclopédico e didático, é adotada como fonte de consulta por ornitólogos profissionais e amadores. Os autores das descrições pertencem a três instituições nacionais de pesquisa – Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), de Manaus, e Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), de Belém – e ao Museu de Ciência Natural da Universidade Estadual da Louisiania (LSUMNS), Estados Unidos.


Planta carnívora eliminou o seu “DNA lixo”

Flor da planta De geração em geração, a 'Utricularia gibba' foi depurando o seu genoma Uma estranha a complexa planta carnívora, a 'Utricularia gibba', que se caracteriza por viver em águas doces, conseguiu ao longo de muitos anos eliminar o seu “DNA lixo” ou não-codificante (que não contém instruções para gerar proteínas). O estudo agora publicado na Nature é significativo porque vem contradizer a hipótese aceite pela comunidade científica segundo a qual os organismos mais complexos requerem grandes quantidades deste tipo de DNA. A análise do genoma da Utricularia gibba confirmou que este vegetal “foi eliminando o DNA lixo do seu material genético ao longo de numerosas gerações”, ao contrário do que acontece com outras plantas e animais.