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28/01/09
Palavras-Chave: Totipotência, Regeneração, Células Embrionárias
As células em geral duram cronologicamente bem menos que os organismos a que pertecem, portanto, durante o período de vida dos indivíduos em quase todos os tecidos, as células morrem, sendo normalmente substituídas, com poucas exceções, a saber neurônios e células musculares cardíacas; pela ação de células - tronco que geram os tecidos, órgãos e sistemas do corpo do indivíduo e formam os seus gametas; constituindo todo o organismo (Ex.: Animal - Homo sapiens). Em pesquisas recentes, rejeitou-se o velho dogma de que o sistema nervoso desenvolvido (Ex.: Sistema Nervoso Central e Periférico) não poderia gerar novas células nervosas (Neurônios - Dendritos, Corpo Celular e Axônios), o que ainda é visto com cautela por alguns cientistas; pois as células - tronco têm as seguintes propriedades fundamentais: elas não se apresentam terminalmente diferenciadas, podendo se dividir sem limite ou pelo menos durante a vida do indivíduo, sendo que ao se dividirem podem permanecer como célula - tronco ou diferenciarem como produtos deste tipo celular. As células - tronco embrionárias podem resultar ou não em: células - tronco somáticas (Ex.: Células Epidérmicas) e células tronco germinativas (Ex.: Espermatogônias - Espermatozóides, Ovogônias - Ovócitos). Estas células podem ser ainda unipotentes, formando tipo celular único (Ex.: Células - Mãe dos Grãos de Pólen e da Oosfera), pluripotentes, gerando tipos celulares múltiplos (Ex.: Células Hematopoiéticas - Células Sanguíneas: Hemácias, Linfócitos, Macrófagos, etc) ou multi (toti) potentes, produzindo todos tipos celulares (Ex.: Células Embrionárias).
O potencial de aplicações médicas desta nova fronteira do conhecimento - o uso de células - tronco para produzirem tecidos e órgãos a partir de células do próprio indivíduo para autotransplante, evitando assim a rejeição como era evidenciada em xenotransplante, bem como a clonagem humana, ambas estratégias de medicina regenerativa - tem sido utilizado como justificativa moral para esta prática. Os que defendem a realização de pesquisas com células tronco embrionárias humanas utilizam o raciocínio moral de que um bem social, que será útil para várias pessoas que sofrem de doenças atualmente incuráveis, se sobrepõe ao indivíduo. Só que o princípio da moralidade médica é nunca realizar um experimento no ser humano que possa lhe causar dano de qualquer magnitude, ainda que o resultado seja altamente vantajoso para a sociedade como um todo. Então, por que utilizar-se de células tronco embrionárias ao invés de células - tronco de tecidos maduros, o que evitaria a polêmica de se matar ou não o embrião, o qual conflitantemente não é considerado vida para uns, mas com igual intensidade é considerado vida para outros? A resposta desta pergunta é aparentemente simples, uma vez que as células - tronco embrionárias são mais promissoras, pois são menos especializadas que as células - tronco de tecidos maduros, a exemplo de células do fígado, medula óssea e cordão umbilical. Na tentativa de solucionar este problema existem duas linhas de pensamento entre os pesquisadores. Ambas defendem a idéia da reprogramação de células somáticas. A diferença é que uma corrente de cientistas ostenta a transferência do núcleo das células somáticas para o zigoto anucleado e a outra corrente de cientistas vislumbra a inserção do citoplasma das células embrionárias em células somáticas. Cabe ser enfatizado que, ainda, não se tem domínio dos fenômenos biológicos que envolvem a reprogramação nuclear e citoplasmática. Mesmo sendo assim, tem-se que a possibilidade de se obter a reconstituição total de órgãos (Ex.: coração, pulmão, fígado, rim e cérebro) a partir de células - tronco do tecido adulto e não do jovem conduz a uma alternativa viável para o tratamento de patologias degenerativas (Ex.: Mal de Alzheimer e de Parkinson) sem esbarrar em princípios éticos e, sobretudo, legais.
Não deixemos que políticas neoliberais parem grandes pesquisas e a evolução dos conhecimentos.
Referências(Bibliografia):
Informações sobre o(a) autor(a)
Nome: Danilo Hottis Lyra
E-mail: dnalyra@gmail.com
Site: www.uesb.br
Curriculum (Lattes): Graduando em Ciências Biólogicas com ênfase em Genética e Melhoramento, pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.
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