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Imunidade protéica


27/08/07

Estudo feito por Ana Maria Faria, da UFMG, destaca o papel das proteínas na dieta cotidiana para o bom funcionamento do sistema imunológico

Agência FAPESP – O papel das proteínas na dieta cotidiana para o bom funcionamento do sistema imunológico foi um dos destaques no 13º Congresso Internacional de Imunologia, realizado na semana passada no Rio de Janeiro.

Ana Maria Caetano de Faria, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apresentou detalhes de pesquisa que realizou e que foi publicada no Brazilian Journal of Biological and Medical Research. A pesquisadora criou um modelo de camundongo “bebê” e o alimentou por 12 semanas com uma dieta à base de aminoácidos.

“Nutricionalmente, proteína e aminoácido são idênticos, mas, com a falta da proteína inteira, o camundongo não recebeu a estimulação pela proteína”, disse Ana Maria. “Uma criança nasce com o sistema imune imaturo. Durante o aleitamento, ela vai ter o suporte da mãe, mas depois passa a ter uma dieta normal. Nosso objetivo era verificar qual o papel das proteínas dessa dieta na maturação do sistema imunológico.”

Na fase seguinte, a cientista injetou o parasita da leishmaniose nos animais para testar sua suscetibilidade à infecção. Já adulto depois de 12 semanas, o animal criado em laboratório foi comparado a outro camundongo normal da mesma idade cronológica.

“Ambos apresentavam o mesmo aspecto, mas o modelo que criamos tinha problemas típicos de uma criança, mostrando-se suscetível a doenças. Percebemos com isso que as proteínas da dieta têm papel nutritivo importante, mas também ajudam a desenvolver o sistema imunológico”, disse.

Segundo ela, as proteínas da dieta estimulam as células a captar antígenos e os apresentam aos linfócitos T, ou seja, desempenham papel preponderante no processo de passagem da imunidade inata para a adquirida. “Daí a importância do leite materno”, avaliou.

A pesquisadora da UFMG pretende agora testar as proteínas animal e vegetal. “A idéia é ver se há diferenças entre uma dieta pobre e outra mais complexa e detectar os efeitos disso na ativação dos linfócitos, as células de defesa do organismo”, disse.
Créditos Agência FAPESP Por Washington Castilhos, do Rio de Janeiro http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=7655

Origem: Biologias
Fonte(Referências): Agência FAPESP

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