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Nanotubos dentro de seres vivos


04/10/07

Agência FAPESP – Um grupo de cientistas nos Estados Unidos conseguiu registrar pela primeira vez imagens de nanotubos de carbono dentro de um organismo vivo.

A técnica usada para obtenção de imagens fluorescentes em comprimentos de onda próximos ao infravermelho foi desenvolvida na Universidade de Rice e está descrita na edição de setembro da Nano Letters, periódico oficial da Sociedade Química Norte-Americana.

Estudos anteriores haviam obtido imagens de nanotubos em tecidos de coelhos, camundongos e outros animais, mas os pesquisadores coordenados por Bruce Weisman, do departamento de Química da universidade, decidiram usar um organismo vivo muito menor: a mosca-das-frutas (Drosophila melanogaster).

“Nanotubos de carbono são muito menores do que células vivas e eles emitem luz fluorescente, que poderá ser utilizada para ajudar a detectar doenças com antecedência muito maior do que é possível atualmente”, disse Weisman.

“Para que isso seja possível, precisaremos aprender a detectar e monitorar nanotubos dentro de organismos vivos e determinar se eles oferecem qualquer tipo de risco”, explicou o cientista.

Para a obtenção das imagens inéditas, larvas de moscas-das-frutas foram cultivadas em uma pasta de levedura que continha os nanotubos de carbono.
As moscas se alimentaram com a pasta nos seus primeiros cinco dias, período em que ingerem grande quantidade de comida de modo a ganhar peso continuamente até se tornaram pupa – estágio intermediário entre a larva e o imago (fase adulta) durante o qual não se alimentam. As moscas sobreviveram até a fase adulta da mesma forma que as do grupo controle, que não ingeriram os nanotubos. Em seguida, com um microscópio construído especialmente para o estudo, Weisman e equipe direcionaram um feixe de laser nas moscas. A luz excitou uma emissão fluorescente nos nanotubos de carbono que permitiu a captura das imagens. Um vídeo feito a partir das fotos mostra claramente os movimentos peristálticos do sistema digestivo do inseto. Os pesquisadores removeram e examinaram tecidos das moscas e verificaram que o microscópio havia indicado os exatos pontos em que estavam as maiores concentrações de nanotubos. Eles estimaram que, em média, apenas 1 de cada 100 milhões de nanotubos presentes no intestino passou para outros órgãos da drosófila. O artigo Single-walled carbon nanotubes in the intact organism: Near-ir imaging and biocompatibility studies in drosophila, de Bruce Weisman e outros, pode ser lido em http://pubs.acs.org/journals/nalefd O vídeo feito pelos cientistas está no YouTube, em: www.youtube.com/watch?v=sOyYZLV6WzQ Créditos Agência FAPESP http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=7845

Origem: Biologias
Fonte(Referências): Agência FAPESP

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