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Como a Aids chegou à América


30/10/07

Agência FAPESP – Um estudo sobre a emergência mundial do HIV indica que o vírus passou da África para o Haiti na metade da década de 1960 e, por volta de 1969, atingiu o restante das Américas.

Uma equipe internacional coordenada por Tom Gilbert, do departamento de Ecologia e Biologia Evolucionária da Universidade do Arizona, Estados Unidos, propôs um modelo para o movimento geográfico e a cronologia da dispersão do vírus para fora da África.

O estudo considerou o subtipo B do grupo M do HIV-1, que é a variante predominante do vírus fora da África subsaariana e também a primeira a ser descoberta. Os resultados do trabalho serão publicados esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).

O modelo se baseou em uma análise computacional de seqüências genéticas dos primeiros pacientes haitianos de Aids, recuperadas em amostras de arquivo. O estudo constatou que o subtipo B passou da África para o Haiti entre 1962 e 1970.

A data mais provável, segundo os cientistas, é 1966. A forma mais comum do vírus se espalhou no país caribenho por alguns anos antes de se dispersar pelo resto do continente.

Os pesquisadores analisaram também o material genético de 117 pacientes de Aids com subtipo B em 19 outros países. De acordo com o estudo, a chance de que os vírus haitianos tenham formado, a partir da África, o primeiro tronco da árvore genética do HIV é de 99,8%.

A hipótese de que o Haiti teria papel especial na pandemia da Aids surgiu logo que a doença foi descoberta, no início da década de 1980 – foi constatada prevalência da síndrome entre imigrantes haitianos nos Estados Unidos.

Mas, mais tarde, ficou claro que o vírus não teve origem no Haiti e sim na África central, provavelmente na década de 1930. Persistiu, no entanto, a hipótese de que o Haiti teria sido um trampolim para a dispersão do vírus.

Além de ter a epidemia mais antiga fora da África subsaariana, o Haiti tem o subtipo B mais geneticamente diverso do mundo – o que representa um desafio para o desenvolvimento e testes de vacinas para o HIV-1. Os resultados sugerem que o HIV-1 circulou nos Estados Unidos por cerca de 12 anos antes do reconhecimeno da Aids em 1981.

O caminho da variante do vírus a partir de suas origens centro-africanas tem sido debatido extensamente, mas os autores do novo estudo sugerem que a explicação mais simples é que o vírus tenha mesmo entrado pelo Haiti, sendo transmitido, em um evento isolado, para os Estados Unidos em torno de 1969. Os cinco primeiros pacientes norte-americanos analisados no estudo haviam migrado recentemente do Haiti na época do contágio.

O artigo The emergence of HIV-Aids in the Americas and beyond, de Thomas Gilbert e outros, pode ser lido por assinantes da Pnas em http://www.pnas.org
Créditos Agência FAPESP http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=7967

Origem: Biologias
Fonte(Referências): Agência FAPESP

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Comentários

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nathalia andressa

o hiv nao mata ele só deestroi nossa defesa, assim pegamos outros viros e podemos morrer.

nathalia<@>hotmail.com 21/03/11 ás 17:20

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